R-Evolução Anti Pedofílicos

 

 

CARTA AO PRESIDENTE LULA

 

2006

 

 

PÁGINA RE-EDITADA EM JUNHO DE 2012

 

A carta abaixo foi enviada ao Presidente Lula, em Março de 2006, após o STJ votar pela "PROGRESSÃO DE PENA" para crimes hediondos, que concedia liberdade em regime semi-aberto e finalmente a redução de pena para 1/6 do período da sentença condenatória apenas, uma vez que o réu demonstrasse "bom comportamento" na prisão.

Achei importante recorrer ao então  presidente de nosso País, na tentativa dar uma oportunidade ao mesmo de conhecer de perto mais um grave obstáculo que estava sendo criado em nosso pais e que lesava nosso povo, para que ele depois não viesse dizer que "NÃO SABIA".

Também era uma oportunidade de nosso então Presidente mostrar ao nosso povo o quanto este ele se importava com o caos que se instaurava no Brasil, com a liberação de milhares de criminosos hediondos que aumentariam a criminalidade

Se eu não tentasse, eu jamais poderia saber se ele realmente se importava  em como brasileiros como eu que haviam sido diretamente atingidos com esta decisão do STJ se sentiam e com a destruição que isso causaria em nossa sociedade.

Também me interessava testar SE ele intercederia pelo bem do povo, uma vez que estivesse consciente disso.

 

Estou apresentando esta re-edição desta página com carta, acompanhada de meus comentários e resposta recebida, assim como outros documentos que passarei a publicar para que as pessoas avaliem os fatos que sucederam nesta tentativa de resgatar os direitos dos cidadãos de bem e quais foram os resultados. A partir disso, os leitores poderão ter uma referência histórica das atitudes de nossos governantes em relação a nossos clamores por justiça, honestidade e transparência para conosco.

 

 

 

 

 

Gold Coast, 13 de Março de 2006

 

Ao Senhor

Luis Inácio Lula da Silva

Presidente da República Federativa do Brasil

 

 

Praça dos Três Poderes

Palácio do Planalto, 4º andar

CEP 70.150.900

Brasília - DF - BRASIL

 

Lula.PT@uol.com.br; Press@Lula13.org.br;

 

Copia para: presidencia@stf.gov.br

 

 

Assunto:CRIMES HEDIONDOS

 

 

 

Prezado Presidente Lula

 

Como brasileira, mulher e vítima de crime hediondo, venho através desta fazer o meu apelo para que o senhor interceda em favor do clamor de justiça do povo brasileiro.

São muitos os brasileiros, que assim como eu, deixaram o Brasil justamente por causa do sentimento de injustiça e revolta causados pelo descaso com que as autoridades tratam de algo tão importante para o bem estar e o sentido da existência humana: a esperança, o respeito e o compromisso com aqueles que formam uma nação.

 

A recente decisão do STF em relação ao abrandamento de penas a crimes hediondos, tem sido a gota d’água para todos nós.

A forma com que a justiça é conduzida no Brasil, faz com que muitos brasileiros como eu, se vejam abandonados, cansados de tanto lutar e nos restando como última alternativa, termos que deixar nosso próprio país como forma de tentarmos recuperar nossas dignidades.

 

A perda maior entretanto, não é somente nossa, Presidente Lula e sim do Brasil, pois assim como estaremos ausentes de corpo, estarão ausentes a nossa participação na comunidade da qual viemos, as relações afetivas que deixamos para trás; nossas idéias, talentos e contribuições, sem os quais o Brasil empobrece cada vez mais.

 

Eu sinto muita saudade do Brasil, Presidente Lula. Sinto saudades da minha gente, dos meus amigos, daqueles que me são queridos e preciosos, mas sinto um grande desespero toda vez que penso em voltar ao Brasil.

Eu sinto este enorme desespero todas as vezes que fico sabendo de notícias envolvendo corrupção, injustiça e abusos que me fazem sentir um misto de tristeza e vergonha de ser brasileira.

Eu queria tanto poder me orgulhar do Brasil, e eu tenho tanto para oferecer ao meu país, mas não me sinto segura e nem motivada a voltar enquanto perdurar tamanho caos no meu país. 

 

Por isso, Presidente Lula, eu lhe peço encarecidamente, que cumpra o seu papel de representante dos interesses do povo brasileiro, que lhe foi concedido, exercendo democracia e permitindo que o próprio povo escolha se deseja que autores de crimes hediondos sejam liberados as custas da segurança e bem estar das pessoas, através de um plebiscito.

Certamente, isso resgataria não somente os direitos e dignidade dos brasileiros mas a confiança que esse povo perdeu no senhor.

 

Envio em anexo, texto endereçado a imprensa e entidades brasileiras, bem como cópia de mensagem na língua inglesa, a qual enviei a imprensa e organizações internacionais, para sua referência e conhecimento.

 

Cordiais saudações

 

 

E l i s a b e t h   N o n n e n m a c h e r

 

 

 

 

 

 

 

A resposta que recebi da acessoria da Presidência da República, se encontra abaixo com data e número do portocolo, para que verifiquem sua legitimidade se desejarem.

Vejam que na resposta da correspondência recebida,  a mesma informa que meu apelo foi apenas encaminhado para conhecimento ou "repassada" ao Ministério da Justiça, cujos próprios ministros  STJ decidiram votar pela "Progressão de Pena" que concedeu este benefício de liberdade a uma avalanche de criminosos de alta periculosidade, incluíndo pedofílicos como Rogério Nonnenmacher.

 

 

 

Nota: O endereço da correspondência acima não é mais válido para contato com a autora deste saite.

Veja endereço de contato para mensagens, na página de INDICE.

 

 

Ao ler a resposta acima, seria o mesmo que ouvir: "Recebemos sua reclamação e documentamos a mesma mas, isso não faz diferença alguma."

Me senti como se dependessemos do próprio abusador para decidir se suas vítimas teriam o direito de receber justiça.

Fui assegurada mais uma vez que, não era diferente de nos iludirmos esperando que o próprio LOBO fosse proteger o rebanho.

 

Esta tentativa mostra bem o que se pode esperar de nossos governantes, comprovando o descaso, negligência e má fé destes políticos para com aqueles que lhes elegem como seus representantes e de questionarmos:

 

A QUEM, NA VERDADE, ELES SERVEM?

 

"O indivíduo mostra quem realmente é, quando lhe é dado poder sobre outras pessoas."

 

 

 

 

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